Piauí: processo de produção da cachaça é destaque em Castelo do Piauí

Uma hora de demonstração é suficiente para a compreensão de todo o processo de fabricação de um destilado que tem procedência no antigo Egito e denominação genérica de origem grega, além de um jeitinho totalmente brasileiro. Essa bebida é a aguardente de cana. A partir da sexta-feira (28), os interessados em conhecer os segredos da agroindústria da cachaça podem obter as informações na segunda versão de um festival que envolve agronegócios, turismo, artesanato e cultura. É o Cachaçafest, que acontece durante três dias, na cidade de Castelo do Piauí, a 190 quilômetros ao norte da capital, Teresina. O II Festival de Cachaça de Castelo do Piauí vai contar com um estande especialmente preparado pelo Sebrae no Piauí e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural no Estado (Senar-PI). No local, haverá demonstração do processo de produção da cachaça, um dos tipos de aguardente de cana. Aguardente, do grego ácqua ardens - água que pega fogo ou água ardente, é o nome genérico atribuído aos destilados nacionais obtidos a partir da cana-de-açúcar: a cachaça e a caninha industrial. “Além de uma moenda para demonstrar a extração do caldo-de-cana e um alambique, aparelho mecânico utilizado para a extração de álcoois, para exemplificar o processo de destilação, ainda contaremos com uma maquete ilustrativa de todo o processo de produção”, explica a engenheira química industrial Sílvia Viana de Almeida, instrutora do Senar-PI. Em cada demonstração de uma hora, a engenheira vai explicar que a diluição do caldo de cana, durante a fabricação da cachaça, garante mais agilidade ao processo e maior rendimento para o produto final “pois permite menos tempo de fermentação e menos estresse sobre as leveduras, fungo unicelular responsável por grande parte dos processos de fermentação”. A cachaça no Piauí Segundo o gestor do projeto de Agronegócio da Cachaça do Sebrae no Piauí, Helder Freitas, 95% dos fabricantes de cachaça no Estado são informais, mas a maior produção está concentrada nos alambiques formais. O gestor analisa que o grande problema da alta informalidade do setor não é a falta de qualidade no produto final, mas a baixa produtividade e o baixo preço de comercialização da produção. O Brasil produz 1,4 bilhão de litros de aguardente; já o Piauí produz 3,5 milhões de litros, sendo que 2,5 milhões são fabricados na região de Castelo do Piauí. Os municípios também produtores são Palmeira do Piauí, Barro Duro, Barras, Pedro II, Amarante, Inhuma e Teresina.

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A história da cachaça Mangueira começa em Castelo, interior do. . .
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